AFARAM



>HISTÓRIA

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“Prevenir, Aprender e Agir!”

A AFARAM, Associação de Familiares e Amigos do Doente Mental da RAM , é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), que teve o início da sua actividade em 31 de Março de 2004. Tem a sua sede social na Rua da Vargem, 33, S. Martinho, 9000-705 Funchal (Tel. 291 762 625; e-mail: afaram_madeira@hotmail.com).

Desde tal data as instalações da sua sede passaram a funcionar como verdadeiro centro comunitário de apoio, onde, desde o começo da sua acção até à actualidade, puderam encontrar ajuda não só cerca de 100 utentes como as suas famílias, uns e outras afectados pelo carácter devastador de algumas patologias mentais realmente graves, de carácter severo e persistente, ou limitações funcionais geradoras de forte desvantagem e capacidade diminuída para puderem viver um processo de vida como o comum das pessoas.
Com o acolhimento e suporte dispensados muitos utentes puderam sair do isolamento social em que viviam, sem horizonte de motivação, tendo sido ajudados a reencontrar sentido e esperança nos seus percursos de vida. Nesta data frequentam com regularidade as actividades entre 20 a 25 utentes.
Tal trajecto foi possível com o concurso de uma programa regular de actividades levado a efeito na sede, segundo uma distribuição semanal, e também uma razoável série de iniciativas que se processaram no exterior (visitas de carácter cultural, passeios na natureza, outras actividades de lazer, recreativas e formativas, participação em acontecimentos socialmente significativos, etc.).


Tudo isso foi possível apesar de recursos financeiros extremamente limitados e sem que os utentes, na sua quase totalidade oriundos de famílias caracterizadas por extrema debilidade económica, tenham pago qualquer importância para frequentar a sede. Acresce que, com extrema frequência, face à gravidade e delicadeza das situações, a Associação suportou custos, para beneficio de utentes, como os de consultas médicas, medicamentos, banhos e refeições, uso de transportes públicos. Outras despesas de transporte, em carro particular de membro da Direcção, foram oferecidas à Associação.

Alguma da intervenção cívica verificada em certas iniciativas tem a ver, para além do nosso voluntarismo, com ajudas e colaborações ocasionais de certas pessoas e entidades privadas. Quanto, nomeadamente, às actividades desenvolvidas na sede com carácter de regularidade mas não apenas essas, temos beneficiado da dedicação de voluntários/as, a quem se deve muitíssimo do que nos tem sido possível implementar.

Ao caminharmos para o sétimo aniversário da nossa intervenção cívica resolvemos proceder a um verdadeiro balanço crítico de todo esse passado, iniciado em retiro que teve lugar num fim de semana completo. Nele participaram alguns dos amigos que, voluntários como nós, nos têm ajudado, e também duas profissionais ( Animadora Sociocultural e Assistente Social) e uma administrativa, que nesta data continuam a trabalhar na Associação, apesar de haver cessado a situação em que antes se encontravam, sem qualquer encargo financeiro para a Associação, graças a apoio do Instituto Profissional de Emprego.

Da reflexão levada a efeito emergiram, com o carácter de unanimidade, duas grandes e essenciais conclusões:

– A necessidade de reforçar a componente da qualidade técnica da intervenção geral da associação; por outro,

– A necessidade de avançar para respostas mais estruturadas e específicas, funcionalmente eficazes em função das características e necessidades efectivas, algumas com o carácter de verdadeiras urgências, da população alvo que servimos.

Coerentemente, entendeu-se que tais desafios justificavam que a Associação se batesse por duas soluções que se encontram consagradas na legislação em vigor: a criação de um fórum sócio-ocupacional e a de uma unidade de vida protegida. A primeira destas respostas será uma adequada continuidade ao que desde há anos a Associação vem fazendo; a segunda afigura-se-nos, não obstante a sua complexidade, como a resposta adequada face a efectivas situações de risco acrescido para as quais não existem dentro de meio familiar solução e que a AFARAM não tem a mínima possibilidade de implementar fora de um esquema de apoio oficial.

É de frisar nesta sumária informação que a reflexão crítica acima citada levou a que houvesse na rotina diária da nossa intervenção uma alteração muito substancial a partir dos começos: passou a usar-se em relação a cada utente uma metodologia sistemática de observação em cada um dos cinco dias úteis da semana e a registar-se em ficha adequada não só as indicações relevantes observadas como orientações sobre cuidados a implementar para tentar resolver os problemas individuais verificados.

Passou a haver também reuniões periódicas dos responsáveis pelas observações e planos de cuidados propostos. Há dias teve lugar a primeira reunião mensal individualizada com cada utente, durante a qual cada um deles tomou conhecimento do que se afigurou relevante abordar com ele, para seu conhecimento e comentário.

Importa, para concluir, informar que em 18 de Fevereiro de 2008 submetemos à Segurança Social o projecto de um fórum sócio-ocupacional, com o pedido de apoio financeiro para o podermos implementar. Aguardamos o resultado de tal pedido. Também não deixámos de sinalizar a entidades oficiais a nossa preocupação com os casos que nos levam a equacionar a UPRO referida como uma das nossas prioridades programáticas.

Dentro deste contexto de renovação em que nos encontramos comprometidos para melhor cumprir a vocação que nos caracteriza, avulta um problema muito relevante que também temos levado ao conhecimento de entidades oficiais.

Queremos referir-nos ao espaço físico da nossa sede. Tal espaço, que há que reconhecer que foi uma condição essencial para que o projecto da AFARAM se pudesse iniciar e que se deve à colaboração que a Câmara Municipal do Funchal então dispensou à AFARAM e à ADRAM, ao proporcionar-lhes um espaço em bruto para instalação das suas respectivas sedes, espaço que acabou por ser apenas utilizado pela AFARAM, é hoje área claramente insuficiente para o desenvolvimento que a AFARAM adquiriu.

É, cremos inquestionavelmente, uma imensa dificuldade que nos desafia diariamente.

Só podemos confiar que acabemos por encontrar ajuda oficial na ultrapassagem de tal desafio.

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